terça-feira, 23 de junho de 2009

62

Começa a frase pelo final
Estufa o peito e se proclama perdedor
Sabe-se lá como veste as calças
Anda de costas o pobre rapaz.

Sobe a rua olhando quem foi
E perde no assalto pra tudo que vem
Essa vida, a mãe falou, foi ele que quis
Nunca aprendeu, coitado, nunca foi capaz.

Não falta vivacidade pois.
Consegue à seu modo tudo que quer
Mesmo que seja cama de faquir
Ou até mesmo guerrear por paz.

E todo mundo na rua canta:

Vai...vai todo torto
Que o dia ainda é cedo
E o que sabe da vida é tão pouco...

Todo mundo na rua errado.
Não tem no bairro ninguém mais sábio
Nem tão sagaz.

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