A minha luz falha agora.
Pisca caso está, caso não.
Caso vejo, caso se esconde
[mas vazia mora
Toda a solidão
[e só responde
Como voz ao longe
Que cisma em falhar.
No intervalo de falha toda súplica é pouca
"Responde ao meu lado, quero te tocar."
A solidão não tem tez, mas tem céu
Tem luar,
Tem voz rouca
Que cisma em falhar.
Me perdi em suas danças melodiosas, solidão.
Agora que só você me consola,
Me diz se é fácil fugir da tua mão?
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
17
Se perdem os botões das rosas
As longas prosas
Os dias incontáveis
E as noites frágeis
Eu não tenho andamento para contar
O quanto foi bom
Ver todo tempo do mundo passar
Tal uma banda sem tom
Numa avenida circular
O enredo das nossas vidas
Se torna vago e fútil
Se contarmos tudo que se perdeu no tempo
Não se perca contando
Se perca vivendo.
As longas prosas
Os dias incontáveis
E as noites frágeis
Eu não tenho andamento para contar
O quanto foi bom
Ver todo tempo do mundo passar
Tal uma banda sem tom
Numa avenida circular
O enredo das nossas vidas
Se torna vago e fútil
Se contarmos tudo que se perdeu no tempo
Não se perca contando
Se perca vivendo.
domingo, 2 de setembro de 2007
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
15

A luz fraca
A cadeira no canto
Sua cama arrumada
Seu armário limpo
Todas as janelas fechadas
Todas as portas exalando poeira de seus sapatos.
Até as cartas em cima da mesa
Talvez nada diriam.
Eram seis e meia
Pro céu eram dez
E ás dez o céu escorre
Como meu peito inerte
Se faz em vento
E deixa cair como folha.
Eu queria ser a folha
Só para ficar lá fora
A folha não tem peito
A folha não chora.
[texto - Gabriel R. ; desenho - Afonso Ferrão.]
14
A vida é bonita em toda vez que se refaz
E por se refazer se torna única.
Não queira viver a vida de ninguém ou ser outra pessoa
É fútil pensar assim por causa das suas lindas imperfeições.
A vida e nós somos lindamente imperfeitos.
A imperfeição nos impede de sermos estandardizados
Não de sermos felizes.
Não de sermos alguém.
Todo mundo é alguém.
A busca pelo máximo (que é enfiada em nossas cabeças) não é o melhor
Os mais perfeitos versos são aqueles que não buscam a perfeição em suas palavras.
Os mais lindos poemas foram escritos nos piores momentos.
Tudo que você faz é feio
Errado
Podre
Morto
Ruim
Joga fora, não presta, não cabe, não faz bem.
Mente quem te diz isso.
Eu leio.
Se faça de retalhos dos seus melhores dias
Se reconstrua,
Viva intensamente e para sempre a beleza da vida que gira.
Seja imortal para seus versos
Escreva seus prantos e leia uma outra hora aos risos
Faça uma música com seu melhor amigo
E cante, cante, cante, cante, cante
Porque eu gosto da sua voz.
E por se refazer se torna única.
Não queira viver a vida de ninguém ou ser outra pessoa
É fútil pensar assim por causa das suas lindas imperfeições.
A vida e nós somos lindamente imperfeitos.
A imperfeição nos impede de sermos estandardizados
Não de sermos felizes.
Não de sermos alguém.
Todo mundo é alguém.
A busca pelo máximo (que é enfiada em nossas cabeças) não é o melhor
Os mais perfeitos versos são aqueles que não buscam a perfeição em suas palavras.
Os mais lindos poemas foram escritos nos piores momentos.
Tudo que você faz é feio
Errado
Podre
Morto
Ruim
Joga fora, não presta, não cabe, não faz bem.
Mente quem te diz isso.
Eu leio.
Se faça de retalhos dos seus melhores dias
Se reconstrua,
Viva intensamente e para sempre a beleza da vida que gira.
Seja imortal para seus versos
Escreva seus prantos e leia uma outra hora aos risos
Faça uma música com seu melhor amigo
E cante, cante, cante, cante, cante
Porque eu gosto da sua voz.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
13
Me dá angústia saber que quero dizer não sei o que.
Me dói tudo que fica preso é por incompetência não sai
Tenho estado assim esses dias.
Tenho tentado de todas as maneiras escrever coisas lindas
Falar das tardes que fico imaginando ao longe,
Falar de campos fictícios aos pormenores
Mas não consigo.
Talvez não te goste mais como te gostava em outras épocas,
Não me inspiras mais.
Não te tenho mais como inapalpável alguém
Que às dores cultivei sem saber
Que te matava dentro de mim.
Balancemos então nossas mãos frias e agora leves.
A sua ausência já me é indiferente
Suas lágrimas não me tocam mais
Teus sorrisos burocráticos são uma farsa que nunca foi farsa.
Calce teus sapatos,
Ponha sua melhor roupa
Vamos saudar a todos na rua.
Me dói tudo que fica preso é por incompetência não sai
Tenho estado assim esses dias.
Tenho tentado de todas as maneiras escrever coisas lindas
Falar das tardes que fico imaginando ao longe,
Falar de campos fictícios aos pormenores
Mas não consigo.
Talvez não te goste mais como te gostava em outras épocas,
Não me inspiras mais.
Não te tenho mais como inapalpável alguém
Que às dores cultivei sem saber
Que te matava dentro de mim.
Balancemos então nossas mãos frias e agora leves.
A sua ausência já me é indiferente
Suas lágrimas não me tocam mais
Teus sorrisos burocráticos são uma farsa que nunca foi farsa.
Calce teus sapatos,
Ponha sua melhor roupa
Vamos saudar a todos na rua.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
11
Recostei na cama
E não dormi
Quando vi minhas mãos: caneta ,e estou aqui
Sem conseguir dizer o que penso
Limitado por mim mesmo e pelo sono que me abate.
A madrugada é casa de quem escreve,
Você ,se tem essa prática ,vai me entender.
Parece que noite é musa que nossas mãos acariciam.
Sem qualquer má intensão
A estendem por sobre qualquer pedaço de coisa
Que conseguimos ,aos tatos cegos de idéias ,alcançar.
Mil vivas a todas as suas obras completas na madrugada.
Mesmo que depois percam o brilho do primeiro amor que tinha por elas
Tiveram seu valor de escape, de cobertor em febril hora.
As madrugadas amadurecem nossos amores.
Não conto quantas eu amei por apenas uma madrugada
Conto sim por quantas me rasguei em versos sonâmbulos
Como os de hoje.
Me perdoe.
Sei que á(a)s vezes pareço chato e prolíxo
E também sei que o Sol não demora em findar com nossas alegrias noturnas,
Mas se puderes levar alguma coisa desses meus versos sem razão
Leve a certeza de que a madrugada não acaba para aqueles que não querem.
E não dormi
Quando vi minhas mãos: caneta ,e estou aqui
Sem conseguir dizer o que penso
Limitado por mim mesmo e pelo sono que me abate.
A madrugada é casa de quem escreve,
Você ,se tem essa prática ,vai me entender.
Parece que noite é musa que nossas mãos acariciam.
Sem qualquer má intensão
A estendem por sobre qualquer pedaço de coisa
Que conseguimos ,aos tatos cegos de idéias ,alcançar.
Mil vivas a todas as suas obras completas na madrugada.
Mesmo que depois percam o brilho do primeiro amor que tinha por elas
Tiveram seu valor de escape, de cobertor em febril hora.
As madrugadas amadurecem nossos amores.
Não conto quantas eu amei por apenas uma madrugada
Conto sim por quantas me rasguei em versos sonâmbulos
Como os de hoje.
Me perdoe.
Sei que á(a)s vezes pareço chato e prolíxo
E também sei que o Sol não demora em findar com nossas alegrias noturnas,
Mas se puderes levar alguma coisa desses meus versos sem razão
Leve a certeza de que a madrugada não acaba para aqueles que não querem.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
9
É só esperar,
Que a dor passa,
O poeta esquece,
Tudo se resume ao normal e viável.
Seu pranto seca,
Seu pranto consegue pousar.
Seu pranto, antes com asas defeituosas,
Agora virou banal.
Nenhum céu é riscado de vermelho,
Nunca foi, pelo menos agora.
O feixe é do Sol que se joga pela noite
Sem saber se volta pra casa.
O caos, a pane, o gosto ruim na boca,
Foi sonho seu
De mais ninguém
Só se vê cabeças baixas em mais um dia depois de outro dia
Qualquer
Como você, que fica sonhando essas besteiras que a televisão
Insiste em te noticiar.
A revolta é contida, e te mata (ao menos há de)
É mais fácil trocar seus cartazes por fraldas e chupetas
Terão mesmo efeito diante do mãe.
Tapinhas nas costas e uma mamadeira são o máximo que vais conseguir.
Amigo,
Vota em mim.
Que a dor passa,
O poeta esquece,
Tudo se resume ao normal e viável.
Seu pranto seca,
Seu pranto consegue pousar.
Seu pranto, antes com asas defeituosas,
Agora virou banal.
Nenhum céu é riscado de vermelho,
Nunca foi, pelo menos agora.
O feixe é do Sol que se joga pela noite
Sem saber se volta pra casa.
O caos, a pane, o gosto ruim na boca,
Foi sonho seu
De mais ninguém
Só se vê cabeças baixas em mais um dia depois de outro dia
Qualquer
Como você, que fica sonhando essas besteiras que a televisão
Insiste em te noticiar.
A revolta é contida, e te mata (ao menos há de)
É mais fácil trocar seus cartazes por fraldas e chupetas
Terão mesmo efeito diante do mãe.
Tapinhas nas costas e uma mamadeira são o máximo que vais conseguir.
Amigo,
Vota em mim.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
8
Fiquei acordado esperando amanhecer.
E quando ele apareceu,
No fundo, atrás de ralas nuvens,
Eu comecei a desenhar.
Desenhei tudo o que eu achava conveniente
Mesmo sem qualquer habilidade manual,
Fiz um balão, fiz um pierrot, fiz a colombina.
Li os sonhos que flutuam ao amanhecer pra longe.
Apertei de leve os olhos,
Se os juntasse muito dormia
Então,
Reparei nos pontos brilhantes.
Eu tentava contar as moças que iam desaparecendo
Uma à uma
Do céu mais bonito que havia de encontrar nessa curta vida
Nada de fantástico me aconteceu
Mas no decorrer do gesto,
Me senti completo só de ver a noite esvair
O sol nascer
E o dia cantar.
Quando já azul o firmamento
Começou a chover:
"De que me importa se o clima não me acompanha?
Ela me ama".
Dei boa noite ao sol
E beijei-a à eternidade efémera do dia.
E quando ele apareceu,
No fundo, atrás de ralas nuvens,
Eu comecei a desenhar.
Desenhei tudo o que eu achava conveniente
Mesmo sem qualquer habilidade manual,
Fiz um balão, fiz um pierrot, fiz a colombina.
Li os sonhos que flutuam ao amanhecer pra longe.
Apertei de leve os olhos,
Se os juntasse muito dormia
Então,
Reparei nos pontos brilhantes.
Eu tentava contar as moças que iam desaparecendo
Uma à uma
Do céu mais bonito que havia de encontrar nessa curta vida
Nada de fantástico me aconteceu
Mas no decorrer do gesto,
Me senti completo só de ver a noite esvair
O sol nascer
E o dia cantar.
Quando já azul o firmamento
Começou a chover:
"De que me importa se o clima não me acompanha?
Ela me ama".
Dei boa noite ao sol
E beijei-a à eternidade efémera do dia.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
6
O motivo de ser todos e ninguém?
Porque é bom ficar em lugar nenhum.
Escuta enquanto tens ouvidos,
Sê todos os que puder.
Hoje eu aprendi que em mil faces se faz um gênio
E que um Gauche pode ser rei
Não quero ser esse torto
Mas quem dera ter a quarta parte
Dessa Genialidade Real.
Nós, meros mortais,
Que não somos canhotos,
Nem temos coração do tamanho do mundo,
Corremos vacilantes contra nosso tempo
Nossas obras inacabadas,
Nosso futuro oblíquo e por muitas vezes
Ainda fosco se perto ao real.
Mas tal nobreza, por muitas vezes sem igual ,
Se propaga no tempo e espaço
Sendo única e plural
Sendo leve ou voraz
Sendo simples e genial
Porque é bom ficar em lugar nenhum.
Escuta enquanto tens ouvidos,
Sê todos os que puder.
Hoje eu aprendi que em mil faces se faz um gênio
E que um Gauche pode ser rei
Não quero ser esse torto
Mas quem dera ter a quarta parte
Dessa Genialidade Real.
Nós, meros mortais,
Que não somos canhotos,
Nem temos coração do tamanho do mundo,
Corremos vacilantes contra nosso tempo
Nossas obras inacabadas,
Nosso futuro oblíquo e por muitas vezes
Ainda fosco se perto ao real.
Mas tal nobreza, por muitas vezes sem igual ,
Se propaga no tempo e espaço
Sendo única e plural
Sendo leve ou voraz
Sendo simples e genial
sábado, 4 de agosto de 2007
5
o banco da minha casa é de madeira
de ferro, de mão.de suor, de trabalho ao pão.
de sustento, de vida, de sobrevida.
de imposto, de verba, pai compra comida?
não;
só sei fazer banco pra qualquer um sentar.
de ferro, de mão.de suor, de trabalho ao pão.
de sustento, de vida, de sobrevida.
de imposto, de verba, pai compra comida?
não;
só sei fazer banco pra qualquer um sentar.
4
não teve pai
e assim que lhe apareceu o primeiro dente,
tratou de crescer.amou pouco, gostou muito, nunca teve.
é verdade que as vezes as palavras lhe envergonhavam
mas não era por falta de vontade ou por simples e grátis ignorância
e sim por sua pouca escolaridade
não era dos melhores, ou mais bonitos,
mas orgulhoso num triunfo
aqui e ali
nunca total,
mesmo assim não menos triunfal.
teve gêmeos.
foi feliz.
dentro de certa medida,
foi realizado em cada prato de farinha terrivelmente suado.
se dizendo ilustre anônimo
refletindo seu rosto
enquanto engrachava os sapatos de alguém
que morava na capital e da mãe se podia desconfiar.
e assim que lhe apareceu o primeiro dente,
tratou de crescer.amou pouco, gostou muito, nunca teve.
é verdade que as vezes as palavras lhe envergonhavam
mas não era por falta de vontade ou por simples e grátis ignorância
e sim por sua pouca escolaridade
não era dos melhores, ou mais bonitos,
mas orgulhoso num triunfo
aqui e ali
nunca total,
mesmo assim não menos triunfal.
teve gêmeos.
foi feliz.
dentro de certa medida,
foi realizado em cada prato de farinha terrivelmente suado.
se dizendo ilustre anônimo
refletindo seu rosto
enquanto engrachava os sapatos de alguém
que morava na capital e da mãe se podia desconfiar.
3
parei pra me ouvir não sei se por 2 segundos ou 5 horas.
eu não me disse nada.
não por falta do que dizer,
mas por puro prazerde ouvir meu silêncio
se repetir e repetir e repetir.
um café me faria mais completo àquela altura
cruzei as pernas sobre a mesa,
tirei o telefone do gancho.
20 milhões de vezes estive e não estive,
dessa vez cruzei os braços.
parei de buscar sentido em mim
fechei meus olhos,
vi alguns elefantes voadores
e quando percebi era 9 de dezembro.
mais sabedoria?
não.
mais falta do que viver mesmo.
do meu lado um bolo,
do outro um copo.
do outro um corpo
que quanto mais deduzia sobre sua incapacidade,
menos capaz era.
é mais fácil se realizar nas coisas dos filmes,
viver romances em páginas,
choramingar por amores de outros autores
e se julgar inapto a ser regido pela falta de razão que cabe a cada um.
ia ser tão menos complexo se tudo se encerrasseem pouca tinta e algum papel...
falta coragem, falta ímpeto, falta qualquer coisa.
é mais fácil aceitar nossas mediocridades assim.
vamos brindar à liberdade!
somos ignorantes e não enxergamos que morremos todos os dia assim
nossa mortalidade provém desses momentos de autoinferiorização.
tomei outro gole de café.
comi um pouco de bolo,e decidi:
não me agrada minha escrita
nem me agradam grandes autores
e mesmo que você consiga transmitir o que tento dizer melhor que eu
(e que me perdoe a simplicidade e a falta de compromisso ás regras)
tente ao menos entender.
escrevi minha vida toda
é difícil parar.
eu não me disse nada.
não por falta do que dizer,
mas por puro prazerde ouvir meu silêncio
se repetir e repetir e repetir.
um café me faria mais completo àquela altura
cruzei as pernas sobre a mesa,
tirei o telefone do gancho.
20 milhões de vezes estive e não estive,
dessa vez cruzei os braços.
parei de buscar sentido em mim
fechei meus olhos,
vi alguns elefantes voadores
e quando percebi era 9 de dezembro.
mais sabedoria?
não.
mais falta do que viver mesmo.
do meu lado um bolo,
do outro um copo.
do outro um corpo
que quanto mais deduzia sobre sua incapacidade,
menos capaz era.
é mais fácil se realizar nas coisas dos filmes,
viver romances em páginas,
choramingar por amores de outros autores
e se julgar inapto a ser regido pela falta de razão que cabe a cada um.
ia ser tão menos complexo se tudo se encerrasseem pouca tinta e algum papel...
falta coragem, falta ímpeto, falta qualquer coisa.
é mais fácil aceitar nossas mediocridades assim.
vamos brindar à liberdade!
somos ignorantes e não enxergamos que morremos todos os dia assim
nossa mortalidade provém desses momentos de autoinferiorização.
tomei outro gole de café.
comi um pouco de bolo,e decidi:
não me agrada minha escrita
nem me agradam grandes autores
e mesmo que você consiga transmitir o que tento dizer melhor que eu
(e que me perdoe a simplicidade e a falta de compromisso ás regras)
tente ao menos entender.
escrevi minha vida toda
é difícil parar.
2
me separei do mundo, meu bem.
larguei todas minhas meias velhas nas calçadas em que sentei
e se ainda esperava de mim alguma coisa se não a ausência
te enganei.
não fique triste pois a amargura não me agrada,
e muito menos te peço gargalhadas,
entendo cada pedaço da sua dor.
ao menos te conto verdades
para contrastar com mentiras
que o tempo lhe fez
amor.
e tão ao menos quanto o verso anterior,
viver tais idiossincráticas mentiras,
foi bom pra você.
pra mim foi só mais uma.
pra mim foram paradoxos.
espero que não ligue se de repenteduas ou três gotas suas cairem sobre esse papel,
sempre foi boba.
não quero que me entenda,
assim como quero que se aparte
das minhas calçadas e meias velhas.
[início]
larguei todas minhas meias velhas nas calçadas em que sentei
e se ainda esperava de mim alguma coisa se não a ausência
te enganei.
não fique triste pois a amargura não me agrada,
e muito menos te peço gargalhadas,
entendo cada pedaço da sua dor.
ao menos te conto verdades
para contrastar com mentiras
que o tempo lhe fez
amor.
e tão ao menos quanto o verso anterior,
viver tais idiossincráticas mentiras,
foi bom pra você.
pra mim foi só mais uma.
pra mim foram paradoxos.
espero que não ligue se de repenteduas ou três gotas suas cairem sobre esse papel,
sempre foi boba.
não quero que me entenda,
assim como quero que se aparte
das minhas calçadas e meias velhas.
[início]
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