quarta-feira, 3 de junho de 2009

50

O que se paga nessa vida
É o preço de sozinho ser
Em cada sinuosa esquina
Mais um pra (diz que não...) sofrer.

É verdade que se paga
Mas não é só por pagar.
É o pedágio, meu filho...
Essa parte há de passar
E passa, ah...essa parte.
É só a certa sorrir
E quando ela te olhar
Tudo passa.

O que se tem nessa vida é de morrer.
Se sentir mal amado, e (diz que não...)
Sofrer.

É verdade que um dia iremos, meu filho
É o imposto, o fisco, de viver.
Não há, pois, de se sentir mal amado.
São as nuances da vida.
E por ela (eu sei...) estás apaixonado.

O que acontece nessa vida é o querer e não ter.
Quase conseguir, e (diz que não...)
Sofrer.

Não temos tudo o que queremos, meu filho
Está certo.
Mas não teria graça a vida sem a luta
E você devia mudar sua conduta
O bedel da sua escola
Já me disse que você se demora...
Demora...demora...
E na hora de responder à professora, só olha.
Onde está você, me diga.

O que acontece nessa vida, meu pai
É que eu sofro
Eu morro
Eu quero e não tenho.
Diz pra ela pai,
Diz pra ela que ela é, de toda noite, meu sonho.

Pra quem, meu filho?

Para a razão do que me padece
É por ela pai, que o mundo acontece.

Quem, filho?

A professora, papai.
Pena que é casada.

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