quinta-feira, 28 de maio de 2009

48

De quantos "pra sempre" vive um homem
Até que ele perceba que o fim é inevitável?
De todos.


Em juras eternas se perderá, pra sempre.
Em amores impossíveis, intangíveis, intocáveis, pra sempre.

Em cada espaço de momento, ainda que sem qualquer alegria
Ele diz: "pra sempre".
A cada ato falho, erro, engano ou exagero
No innício de tudo ou no mais infinito
É do "pra sempre" que ele se alimenta.

Quando o término se faz presente,
Quando o derradeiro é logo alí,
Procura uma maneira de esquecer o que é real e só dizer:
"Pra sempre".

Porque é só de "pra sempre" que vive um homem
E quantos mais prometer
Mais será,
Até viver pra sempre
O mais profundo eternamente.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

47

Não seja repetitiva vida...
Eu já te conheço de outros carnavais.
Essa sua história é tão repetida
Que nem meu choro chora mais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

46

Adendo Segundo:

E canta comigo meu povo:
"O amor é assim
Faz tudo mudar
É só alegria
Tristeza não tem lugar.
O amor é assim..."

Valeu de novo Paulinho da Viola...

45

Diz...que a paz agora é tão maior
E nos perdemos só na vontade de ser
Aquilo que achamos valer
O nosso choro, que dó.

Que dó...dá em me lembrar de mim
Antes de ser assim
Tão melhor que em outros tempos
Vai minha história, ex-desalento.

Ilusão...vai embora agora
Acabou a sua vez
Aquela que bate à porta não demora
Em iluminar sua palidez.

Verdade...se tudo tivesse essa verdade...
Pra que a vaidade de mentir o que não é?
Se é deixa ser, que a maior emoção é a que invade
Não é a que se mete a entrar sem coragem
Meio que sem vontade
Meio que mal me quer.


E eu bem te quero.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

44

Até aqui, o Eu desmembrado em poucas letras.

Ou pelo menos uma tentativa de.

Tanto fez até agora, tanto faz e tanto fará.

43

Eu, que agora me fito de olhos fechados
Me encontro deitado, aos pés de uma multidão.
Já pensei, aos choros calados, envergonhados
No medo de ser encontrado aqui deitado
No chão.

Pelo chão que eu catei minha existência
Se do pó vim, ao pó retornarei.
Minha maior penitência
Nesse ladrilho de rua
É saber que te esperei
Essa noite não era só tua
Era nossa, de mais ninguém.

Se queres me atirar às sarjetas
Pra viver de esmolas suas
Ou de qualquer uma das gorjetas
Por prestar serviços à tua alma crua
Eu digo que não.

Não quero mais
Desisto

O fim é o novo começo
Do pó eu vim, não vou retornar tão cedo
As promessas são transferíveis
Se as atitudes são incompatíveis.

Só diga pro próximo da fila
Comprar somente a entrada dele.

Sabe como é, às vezes a gente joga dinheiro fora
E às vezes, toda uma história.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

42

O meu escuro vale o teu pender de cabeça
Aquele quase sonâmbulo
Aquele que você não percebe
Só quer de mais intenso dormir.

Já não me encontro no prumo das ideias,
Acho que passei por lá hoje de manhã
Mas não tenho certeza
Meus olhos falham muito
Pesam até.

Nessa hora me aparecem as ilusões
Nessa hora que me atacam os sentimentos reprimidos
E tentam ficar.

Eu não deixo
Eu não deixaria, se estivesse em total sanidade.

Como já é tarde eu os deixo vir só um pouquinho
Só pra dar aquela pontada de dor
De memória, de passado
Depois ele vai embora
Deixa...

Você nunca teve isso,
Aquela pontadinha de dor que era só pra espetar e sair?
E quando ela abre a casquinha do machucado?
Isso eu aposto que você já teve.

Aí o maior consolo é o ventilador de teto e o travesseiro atrás da cabeça.
Cansei de pensar assim.
Agora me escondo atrás das palavras mesmo.

Você deixa a cabeça, apoiada na mão, balançar um pouco mais forte pra frente
E acorda.
Tem mais o que fazer.
A vida segue
Não vale a pena ficar resmungando com a boca dos outros.

41

Salpicou de rubro-negro
Mais que um mundo inteiro
Cheio de orgulho gritou gol.

Olhou pros lados e viu iguais
Mar de gente até as finais
Finalmente a hora chegou.

Já não tinha mais bola,
Campo, estádio, coração que segurasse
A emoção de ter os artistas
Mais malabaristas
Mais mágicos
E até folclóricos palhaços
Que por amor de uma multidão estavam alí.

O circo estava armado
Bicolor, negro-avermelhado
Como as almas de todos naquele domingo, sagrado.

A bola era nossa,
Fomos ao ataque,
E todos já sabiam o que cantar.

O êxtase os fez estender os braços,
Formando soltos no ar,
A onda magnífica da magnética.

TREMEI!!!
Exclamaram as arquibancadas mais lindas de todos os tempos.

E eles, os outros
Os imperfeitos,
Aqueles que não honram o manto
E tudo que ele representa
Tremeram.

E continuarão tremendo.
Porque não somos torcida
Somos seguidores fiéis
Somos nação

Somos FLAMENGO.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

40

Ou duas de vinte?


Divide em notas de 5 mesmo,
Tô precisando de uns trocados pra passagem.