Eu já falei das flores,
Das festas,
Do amor,
Da vida,
Dos caminhos que talvez me trouxeram até aqui.
Já falei de mim,
Já disse muito do que sentia
E provavelmente ainda direi mais,
Já fiz alguns paralelismos(se bons ou ruins, cabe à você.)
Mais ainda, falei de coisas que desconheço completamente.
Já falei de alguns dos meus fantasmas,
E exorcisei boa parte deles por isso.
Fiz questão de mostrar até aqui o quão paradoxal eu sou
Não me leve à mal, mas o raciocínio lógico passou longe daqui.
Nesse pouco tempo de aventura literária desinspirada e vacilante
Pouca coisa eu alcancei.
E você me pergunta se eu vou finalmente parar,
Se eu percebi que sou repetitivo e que sempre termino tudo da mesma maneira.
Eu te respondo que não sei.
Talvez amanhã eu acorde disposto à fazer um livro
Ou queime tudo,
Posso até largar de mão.
Tanto faz,
Até disso eu já falei.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
38
As ruas são lugares pavimentados de histórias.
E os cinemas, de primeiros beijos.
Eu só quero uma história pra contar
E um cinema...
Que filme que passa hoje?
Eu queria muito ver esse...
As ruas são lugares pavimentados de beijos
E os cinemas, de primeiras histórias.
E os cinemas, de primeiros beijos.
Eu só quero uma história pra contar
E um cinema...
Que filme que passa hoje?
Eu queria muito ver esse...
As ruas são lugares pavimentados de beijos
E os cinemas, de primeiras histórias.
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
36
O hífen é uma belezura
Dá polidez
Transforma rimas ricas em raras.
Dá até um certo charme de estilo
Só não vamos exagerar na riqueza
Porque nesse país
Até os hífens nos são roubados.
Dá polidez
Transforma rimas ricas em raras.
Dá até um certo charme de estilo
Só não vamos exagerar na riqueza
Porque nesse país
Até os hífens nos são roubados.
35
Eu percebi que eu não sei contar,
Um mais um pode dar um sozinho
Que não lembra como era ser dois
Muito menos menos sabe ser um.
Dois pode não ser par,
Porque tem muitas vezes em que o par é de três,
E quatro, meu amigo, pode ser vários pares.
No cinco ninguém dança sozinho.
O Joãozinho larga da Lucinha
Pra dançar com a Bia.
E você acha que a Lucinha vai ficar sentada?
Ela vai dividir o Pedro com a Joana...
Esses são outros tempos, meu caro Drummond...
As quadrilhas estão muito mais modernas
O Raimundo pode amar Maria
Mas nada o impede de querer a Teresa também.
Um mais um pode dar um sozinho
Que não lembra como era ser dois
Muito menos menos sabe ser um.
Dois pode não ser par,
Porque tem muitas vezes em que o par é de três,
E quatro, meu amigo, pode ser vários pares.
No cinco ninguém dança sozinho.
O Joãozinho larga da Lucinha
Pra dançar com a Bia.
E você acha que a Lucinha vai ficar sentada?
Ela vai dividir o Pedro com a Joana...
Esses são outros tempos, meu caro Drummond...
As quadrilhas estão muito mais modernas
O Raimundo pode amar Maria
Mas nada o impede de querer a Teresa também.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
34
Eu cantei a noite inteira
Que foi só sua bobeira
Vigília à varandeira
Na minha porta seu olhar.
Deixa eu dormir
A madrugada é logo ali
Céus, quase explodi
Para de falar.
Vamos, só mais um pouco
Quem não vai que é louco
Varandeira rangia toco
E e agora nem ao luar.
Não, esses eram outros tempos
Por hora, faltam lenços
Pra enxugar o desalento
Não me obrigue a lembrar.
Passado é cordão de quem já morreu
Mas você passou e passei eu
Só não passou o que a vida te deu
E isso só quero comemorar.
Verdade, os foliões nunca choram
Vivem pra sempre nas marchas dos carnavais que ainda comemoram
Desfilam, passeiam, cantam e rodam
Eu aceito meu amor, aos 70 nos casar.
( e após 57 anos de talvez, ela disse sim.)
( infelizmente, ele teve um ataque cardíaco 2 meses depois)
( o casamento, que já tinha data marcada - pro segundo dia de carnaval - terminou em velório.)
( ela morreu no dia seginte )
( eles ainda vivem nas marchas daquele segundo dia de carnaval do ano de 1952.)
(talvez tenham decidido se casar por lá mesmo.)
Que foi só sua bobeira
Vigília à varandeira
Na minha porta seu olhar.
Deixa eu dormir
A madrugada é logo ali
Céus, quase explodi
Para de falar.
Vamos, só mais um pouco
Quem não vai que é louco
Varandeira rangia toco
E e agora nem ao luar.
Não, esses eram outros tempos
Por hora, faltam lenços
Pra enxugar o desalento
Não me obrigue a lembrar.
Passado é cordão de quem já morreu
Mas você passou e passei eu
Só não passou o que a vida te deu
E isso só quero comemorar.
Verdade, os foliões nunca choram
Vivem pra sempre nas marchas dos carnavais que ainda comemoram
Desfilam, passeiam, cantam e rodam
Eu aceito meu amor, aos 70 nos casar.
( e após 57 anos de talvez, ela disse sim.)
( infelizmente, ele teve um ataque cardíaco 2 meses depois)
( o casamento, que já tinha data marcada - pro segundo dia de carnaval - terminou em velório.)
( ela morreu no dia seginte )
( eles ainda vivem nas marchas daquele segundo dia de carnaval do ano de 1952.)
(talvez tenham decidido se casar por lá mesmo.)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
33
Eu morro de amores por alguém em quem eu nunca encostei,
Não sei onde mora
Não sei se tem amigos
Não sei gosta da Bardot ou do Holanda
Tão pouco sei o sobrenome
Já me apaixonei tantas vezes por ela que até perdi a conta
Passei noites em claro
Não comi
Fiquei doente
E com ela nada falei
Mas meu coração apertado fica
A cada "click" da vida
Tilintar e repentina subida
Daquela janela, querida
É ela em caracteres estranhos
Mas eu ainda a amo
Porque minha internet é banda larga
E eu posso ficar nela o dia todo.
Não sei onde mora
Não sei se tem amigos
Não sei gosta da Bardot ou do Holanda
Tão pouco sei o sobrenome
Já me apaixonei tantas vezes por ela que até perdi a conta
Passei noites em claro
Não comi
Fiquei doente
E com ela nada falei
Mas meu coração apertado fica
A cada "click" da vida
Tilintar e repentina subida
Daquela janela, querida
É ela em caracteres estranhos
Mas eu ainda a amo
Porque minha internet é banda larga
E eu posso ficar nela o dia todo.
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