quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cento e Sessenta e Três.

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...

Começou de novo.

162 - Fim do primeiro ato.

Dia 30 de dezembro.
Tenho 20 anos.
Faço engenharia.
Quase perdi em cáculo 2 e nesse momento estou em frente ao computador
Lembrando da menina com quem saí anteontem
Será que ela gostaria de sair comigo de novo?
Sentindo um alívio muito grande por não ter nada pra fazer hoje.
Esperando que o bloco de amanhã seja muito divertido
E o Lucas, o Vinícius, o André, o Vacosa e mais alguns
Estejam lá.
Foi um bom ano.
Fiz pelo menos 5 novos grandes amigos, sabe como é, faculdade é assim.
Aliás, foi o ano em que entrei na faculdade, atrasado eu sei, mas é que eu não tinha conseguido na primeira vez que eu tentei.
Tive alguns problemas ainda
Terminei um relacionamento com a primeira pessoa que gostou de mim de verdade
e eu gostei muito dela também.
Demorou um tempo até eu entender
que acontece.
Toquei em alguns lugares esquisitos com a minha banda
e foi divertido porque estava todo mundo lá.
Fui um idiota.
Fui brilhante.
Fui humilde.
Fui arrogante.
Esse ano tentei ser eu mesmo.
Não prometo nada para o ano que vem, nunca gostei dessas promessas
Só tenho desejos
E o que eu desejo pra mim e pra você também que talvez esteja lendo agora
O que eu duvido muito, porque não tem muita gente que lerá isso aqui
É só um feliz ano novo.
As coisas do passado ficam no passado
E é hora de dar uma encarada no futuro
Respirar fundo e seguir com aquilo que queremos.
A final de contas é pra isso que existe o ano novo
Pra renovarmos a nós mesmos
Ainda em tempo, por assim dizer.

161

Eu acho que o fato de você ser mulher é inerente à sua tendência a me desprezar.

De novo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

160

A chuva começou
Nem ligo

A rua alagou
É, amigo...

Acabou o pão
Azar o dele.

A camisa furou
Acontece.

O time perdeu
Foi nada

A casa caiu
Era palha

O cachorro fugiu
Mas volta

O dia acabou
A noite é tua

Pneu furou
É só trocar

Cansei de correr
É só parar

Sonhei acordado
E foi bom

Peguei a viola
E te fiz uma canção

É você
Que me leu em dois segundos
Que disse que o poço
Nem é tão profundo
E pra tudo tem um tom melhor

Que verdes
São os olhos teus
E as covinhas do seu rosto
Que eu não canso de beijar

Que linda
É tua pele macia
E teu jeito de reclamar da minha barba
Lhe arranhando em vontade

Que fácil
É escutar tua voz
Reverberando no meu peito
Vibra grave o teu calor

Mais cinco minutinhos só
Por favor.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

159

O que ainda preciso fazer, pra que se façam meus
Os caminhos que tantos outros seguiram
E por lá já deixaram tanta marca?

Se o que decido por ventura vier a ser o que os outros querem
Chamo acaso.
Se decido apenas que não,
Chamo sensatez.

Ainda que nas sombras de outros descobridores caminhe eu
Padeço de uma certeza quase absoluta
Não há de ser essa minha eterna conduta
Mais tarde me enveredaderei por lugares que ninguém escolheu.

Por enquanto aprendo.
Observo.
Deixo levar.

Agora não é a hora nem aqui é o meu lugar.

Espero que ao chegar na beira,
Quando essa sombra terminar,
O sol gentilmente me mostrará
Onde devo estar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

158

Depois de muito refletir
Cheguei a uma derradeira conclusão:

Eu tenho os melhores amigos do mundo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

157

Luto pelo meu direito de ficar tranquilo.
Ficar encarando o céu
Como quem não quer nada com a hora do Brasil
Esperando tudo acabar bem.

Olhando o mar por trás dos óculos escuros
Em cima de uma pedra
Vento batendo
E nunca poderá ser melhor.

Nada pra fazer
Só observando o tempo se arrastar no calor que fazem
Os dias de verão
E, porque não, ouvir a minha música favorita no rádio.

Dar uma volta de carro e viajar
Levar meus melhores amigos
Sem mala nem destino
E finalemnte ser feliz

Até o fim das férias

Porque eu vou fazer vinte anos quinta que vem
Ainda estou na faculdade
E acho que a beleza da vida está em viver.
Talvez seja essa a resposta que eu procurava durante meus quinze anos

Talvez aos trinta eu descubra que não.

Mas por enquanto,
Fica por isso mesmo
Fica minha luta.

Luto pelo meu direito de ficar tranquilo.