Sérias tendências à imbecilidade múltipla
Com distúrbios periódicos.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
203
Chuva sob a qual sorrio,
Daqui sou o maior folião.
E te grito em desafio
Hoje não me trará solidão.
Porque nos blocos de Carnaval do Rio
O povo se abraça e comemora
Apesar de suas mazelas, ninguém chora
Só de lembrar me dá arrepio.
As baterias esquentam os tamborins
Surdos, cavacos e porta-bandeiras
Comissão de frente e abre-alas
Todos posicionados, para seus devidos fins.
E eu to aqui.
Escutando a tudo isso
Coração na garganta, vibrando um soluço
Que só agradece por existir.
Sou Flamengo de berço
Papa-goiaba de nascença
Irremediavelmente amante do samba
E brasileiro por excelência.
Onde mais me encaixaria
Se não fosse
Nessa multidão?
Esse amor que me serpenteia o corpo todo
Vem de fevereiro em fevereiro
E fica às vezes caso de um ano inteiro
Na lembrança do povo.
As mesmas marchinhas, sempre com um ar novo
Que, não posso negar, continuam me arrebatando
E digo mais, me ressuscitando
De problemas profundos, dos quais não mais sofro.
"Canta forte minha gente, deixa a tristeza pra lá"
Vamos dar os nossos braços e pular.
Pelo menos não irei sozinho
Sabe Chuva, hoje eu quero me alegrar.
Daqui sou o maior folião.
E te grito em desafio
Hoje não me trará solidão.
Porque nos blocos de Carnaval do Rio
O povo se abraça e comemora
Apesar de suas mazelas, ninguém chora
Só de lembrar me dá arrepio.
As baterias esquentam os tamborins
Surdos, cavacos e porta-bandeiras
Comissão de frente e abre-alas
Todos posicionados, para seus devidos fins.
E eu to aqui.
Escutando a tudo isso
Coração na garganta, vibrando um soluço
Que só agradece por existir.
Sou Flamengo de berço
Papa-goiaba de nascença
Irremediavelmente amante do samba
E brasileiro por excelência.
Onde mais me encaixaria
Se não fosse
Nessa multidão?
Esse amor que me serpenteia o corpo todo
Vem de fevereiro em fevereiro
E fica às vezes caso de um ano inteiro
Na lembrança do povo.
As mesmas marchinhas, sempre com um ar novo
Que, não posso negar, continuam me arrebatando
E digo mais, me ressuscitando
De problemas profundos, dos quais não mais sofro.
"Canta forte minha gente, deixa a tristeza pra lá"
Vamos dar os nossos braços e pular.
Pelo menos não irei sozinho
Sabe Chuva, hoje eu quero me alegrar.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
200 - Sobre os Sonhos
Sonhei que um dia seria maior
E tudo ficou mais claro.
Porque se eu continuasse a ter o tamanho que penso ter
Jamais alcançaria meus sonhos.
Um homem deve sonhar além de sua capacidade.
E tudo que estiver dentro desse alcance,
Do possível, provável,
dever ser considerado
Fato.
Os sonhos servem para expandirmos a fronteira que nos limita
Até porque, meu amigo
Nos sonhos não existem limites.
Lembro de ter escutado uma vez um homem falando
Que só devemos compartilhar nossos sonhos
Com pessoas que sonham mais alto que nós.
E é verdade.
Quem sonha mais baixo que você
Vai confundir seu sonho com loucura.
E eu e você sabemos que você não é louco.
Ou pelo menos é tão louco quanto eu.
Eu já quis conquistar o mundo
Já quis ser astronauta
Pensei em ser um grande escritor( não consegui, por assim dizer)
Quero infinitamente ser feliz
E não parar de sonhar nunca.
Porque o sonho é o combustível do homem.
Da Vinci sonhou com o helicóptero
Newton com o movimento dos corpos e sua matemática aplicada
Einstein com um mundo melhor.
Se falharam ou não, é outra história
Mas o importante é que tentaram.
Eles e tantos outros gênios da história de nada seriam
Se não sonhassem.
Não pare de sonhar.
Não pare.
Não se deixe abater com pequenas frutrações e problemas que
Eventualmente
Podem acontecer a qualquer um.
Somos todos idiotas em alguma coisa e isso confere
Até certa graça
Ao mundo.
Você pode realizar algo
Pode ser alguém
Pode ter seu nome marcado na história
Basta, meu amigo
Que sonhe.
Agora
Vamos viver.
Porque sonhar acordado é bom de mais.
E tudo ficou mais claro.
Porque se eu continuasse a ter o tamanho que penso ter
Jamais alcançaria meus sonhos.
Um homem deve sonhar além de sua capacidade.
E tudo que estiver dentro desse alcance,
Do possível, provável,
dever ser considerado
Fato.
Os sonhos servem para expandirmos a fronteira que nos limita
Até porque, meu amigo
Nos sonhos não existem limites.
Lembro de ter escutado uma vez um homem falando
Que só devemos compartilhar nossos sonhos
Com pessoas que sonham mais alto que nós.
E é verdade.
Quem sonha mais baixo que você
Vai confundir seu sonho com loucura.
E eu e você sabemos que você não é louco.
Ou pelo menos é tão louco quanto eu.
Eu já quis conquistar o mundo
Já quis ser astronauta
Pensei em ser um grande escritor( não consegui, por assim dizer)
Quero infinitamente ser feliz
E não parar de sonhar nunca.
Porque o sonho é o combustível do homem.
Da Vinci sonhou com o helicóptero
Newton com o movimento dos corpos e sua matemática aplicada
Einstein com um mundo melhor.
Se falharam ou não, é outra história
Mas o importante é que tentaram.
Eles e tantos outros gênios da história de nada seriam
Se não sonhassem.
Não pare de sonhar.
Não pare.
Não se deixe abater com pequenas frutrações e problemas que
Eventualmente
Podem acontecer a qualquer um.
Somos todos idiotas em alguma coisa e isso confere
Até certa graça
Ao mundo.
Você pode realizar algo
Pode ser alguém
Pode ter seu nome marcado na história
Basta, meu amigo
Que sonhe.
Agora
Vamos viver.
Porque sonhar acordado é bom de mais.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
199
Pra você que acha que o choro é premissa de quem perde
Que um dia de sol prevê chuva
Vai sempre com o pé atrás
E só toca na vida de luva
Pra você que já morreu e nem sabe
Fica alí meio que de banda
Esteve a um passo da vitória
E preferiu se encolher na cama.
Pra você que não gosta de viver a festa que a vida é
Se apequena na hora das decisões
Que acha que perdeu muito só em ter levantado hoje
E sente falta de uma época que nem realmente passou ainda
Pra você que gostaria de saber cantar
Pra você que queria estar viajando agora
Pra você que amaria se pudesse
Pra você que se permitiria se pudesse
Pra você que ainda não sorriu hoje
Pra você que não sorriu de verdade nunca
Eu digo que você pode.
Na verdade,
Podemos.
Me incluo em boas partes disso
Quem disse que não?
Vivamos do jeito certo
Nossa juventude e intrepidez à toda prova.
Brindemos ao espetáculo que é poder acordar
E ter remelas.
Sorrir e gargalhar
Com os dentes reluzindo ao mais puro amarelo.
Seja quem você for
Do jeito que for
Mas seja
Grite
Comemore
Fique com raiva
Xingue
Mas seja.
Queira ser você.
Porque ninguém vai te impedir de ser aquilo que você não é.
Que um dia de sol prevê chuva
Vai sempre com o pé atrás
E só toca na vida de luva
Pra você que já morreu e nem sabe
Fica alí meio que de banda
Esteve a um passo da vitória
E preferiu se encolher na cama.
Pra você que não gosta de viver a festa que a vida é
Se apequena na hora das decisões
Que acha que perdeu muito só em ter levantado hoje
E sente falta de uma época que nem realmente passou ainda
Pra você que gostaria de saber cantar
Pra você que queria estar viajando agora
Pra você que amaria se pudesse
Pra você que se permitiria se pudesse
Pra você que ainda não sorriu hoje
Pra você que não sorriu de verdade nunca
Eu digo que você pode.
Na verdade,
Podemos.
Me incluo em boas partes disso
Quem disse que não?
Vivamos do jeito certo
Nossa juventude e intrepidez à toda prova.
Brindemos ao espetáculo que é poder acordar
E ter remelas.
Sorrir e gargalhar
Com os dentes reluzindo ao mais puro amarelo.
Seja quem você for
Do jeito que for
Mas seja
Grite
Comemore
Fique com raiva
Xingue
Mas seja.
Queira ser você.
Porque ninguém vai te impedir de ser aquilo que você não é.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
195
Segui o rio que dava ladeira à baixo na minha vida.
Segui de olhos abertos pra qualquer coisa que viria.
Tinha juntado numa mochila pesada milhões de coisas inúteis
Dos vários momentos únicos que passei.
Acho que a inutilidade desses objetos era o que os faziam tão belos
A ponto de não me preocupar com o peso que tudo aquilo me custava.
Eventualmente eu parava para beber um pouco daquela água corrente
Que me tangenciava.
Um pouco de refresco para o calor que fazia.
Na verdade, eu me sentia meio perdido só seguindo o curso do rio.
Nem me lembrava mais o porque de estar alí, fazendo aquilo
Mas sentia a necessidade, sabe?
Como se eu acordasse todos os dias
Com a única finalidade de saber onde dava o rio.
De vez em quando eu tenho desses sentimentos
De querer saber de tudo como se fosse criança descobrindo o mundo
Pela primeira vez.
Ultrapassei troncos caídos,
Nadava um pouco
E de noite acendia fogueiras, pra não me sentir só.
Pra te falar a verdade
Ainda não cheguei no fim do rio.
Até hoje sigo por ele
Até hoje vejo o mundo nesse rio.
De vez em quando nado contra a corrente
E de vez em quando deixo me levar.
Vai que esse rio me leva
Pro exato lugar
No exato momento
Que eu deveria estar?
E se não levar?
Só tem um jeito de descobrir.
Continuo a caminhar.
Segui de olhos abertos pra qualquer coisa que viria.
Tinha juntado numa mochila pesada milhões de coisas inúteis
Dos vários momentos únicos que passei.
Acho que a inutilidade desses objetos era o que os faziam tão belos
A ponto de não me preocupar com o peso que tudo aquilo me custava.
Eventualmente eu parava para beber um pouco daquela água corrente
Que me tangenciava.
Um pouco de refresco para o calor que fazia.
Na verdade, eu me sentia meio perdido só seguindo o curso do rio.
Nem me lembrava mais o porque de estar alí, fazendo aquilo
Mas sentia a necessidade, sabe?
Como se eu acordasse todos os dias
Com a única finalidade de saber onde dava o rio.
De vez em quando eu tenho desses sentimentos
De querer saber de tudo como se fosse criança descobrindo o mundo
Pela primeira vez.
Ultrapassei troncos caídos,
Nadava um pouco
E de noite acendia fogueiras, pra não me sentir só.
Pra te falar a verdade
Ainda não cheguei no fim do rio.
Até hoje sigo por ele
Até hoje vejo o mundo nesse rio.
De vez em quando nado contra a corrente
E de vez em quando deixo me levar.
Vai que esse rio me leva
Pro exato lugar
No exato momento
Que eu deveria estar?
E se não levar?
Só tem um jeito de descobrir.
Continuo a caminhar.
194
Eu te...
Acho linda.
Entra aí no carro
Ainda estou com meio tanque
E pra qualquer coisa
Tenho dez reais na carteira.
Vamos embora daqui.
Vamos fugir.
Vamos agora.
Entra aí.
Acho linda.
Entra aí no carro
Ainda estou com meio tanque
E pra qualquer coisa
Tenho dez reais na carteira.
Vamos embora daqui.
Vamos fugir.
Vamos agora.
Entra aí.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
192
Vai que sua vida é avenida
E você só tem que desfilar?
Vai que o samba já está armado
E o que você quer é sambar?
Já pensou em como seria tudo tão bom
Se a gente se entregasse de vez
E ouvisse o som
Da nossa própria surdez?
Quem te disse que a gente não dança conforme a música?
Quem te disse que a gente dança?
Então Maricota,
Convida o seu mulato pra roda
Deixa o futuro batucar.
Deixa o gingado correr solto
Até o dia clarear.
E se o pessoal todo da rua reclamar
Eu digo que eles não só estão tristes com o destino
Como também
Não sabem sambar.
E você só tem que desfilar?
Vai que o samba já está armado
E o que você quer é sambar?
Já pensou em como seria tudo tão bom
Se a gente se entregasse de vez
E ouvisse o som
Da nossa própria surdez?
Quem te disse que a gente não dança conforme a música?
Quem te disse que a gente dança?
Então Maricota,
Convida o seu mulato pra roda
Deixa o futuro batucar.
Deixa o gingado correr solto
Até o dia clarear.
E se o pessoal todo da rua reclamar
Eu digo que eles não só estão tristes com o destino
Como também
Não sabem sambar.
190
Que de tempos em tempos o vento sopra
É meio óbvio.
E é mais óbvio ainda dizer que ventos carregam algumas coisas
Seja pra que lado for.
Se trazem pra perto devemos aceitar, conviver, concordar
E da mesma forma deve ser com as coisas que ele carrega pra longe.
O vento na sua eterna e sábia insensatez
Nos mostra outros caminhos
Outros lugares
Muda nosso pensamento.
E em todas essas linhas até agora
Eu me debulhei em clichês.
Porém, ainda existe um não-clichê sobre o vento
Que eu descobri ontem
E gostaria de te falar:
O vento só sopra aquilo que se deixa levar.
É meio óbvio.
E é mais óbvio ainda dizer que ventos carregam algumas coisas
Seja pra que lado for.
Se trazem pra perto devemos aceitar, conviver, concordar
E da mesma forma deve ser com as coisas que ele carrega pra longe.
O vento na sua eterna e sábia insensatez
Nos mostra outros caminhos
Outros lugares
Muda nosso pensamento.
E em todas essas linhas até agora
Eu me debulhei em clichês.
Porém, ainda existe um não-clichê sobre o vento
Que eu descobri ontem
E gostaria de te falar:
O vento só sopra aquilo que se deixa levar.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
189
Acho que não tenho mais o que dizer.
Nem dormi direito.
Preferi ficar deitado olhando o céu.
Porque de 2010 a gente podia ter pulado pra 2012.
Nem dormi direito.
Preferi ficar deitado olhando o céu.
Porque de 2010 a gente podia ter pulado pra 2012.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
188
Só cuida dessa sua tosse
E dá uma descansada
Porque eu te quero inteira
Para os amanhãs da minha vida.
E dá uma descansada
Porque eu te quero inteira
Para os amanhãs da minha vida.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
187
Então
Você tá vendo lá no alto?
Sou eu.
Eu sou o cara do foguete
Sou eu que agora furo as nuvens
E comparo as pessoas a formiguinhas.
Sou eu que descubro novos mundos
E o que pensaria de mim Colombo
Se me encontrasse por acaso aqui em entre as estrelas?
Essa viagem já demora meses.
Talvez nem volte.
Tenho saudades.
E digo no plural porque são muitas
Mas esse é o meu trabalho.
É meio frio e vazio aqui no espaço.
De vez em quando ainda me confundo com tantos botões na minha frente,
De vez em quando penso que ainda sou aquela criancinha
Que brincava de astronauta no quintal de casa.
Provavelmente ainda sou.
Talvez seja mais.
Eu sou o cara do foguete.
Não mais no quintal
Na imensidão, entretanto.
O som não se propaga no vácuo
Mas se esse fato não fosse verdade
Talvez vocês aí da Terra me ouviriam choramingar baixinho
Sobre as coisas daí.
Sabe, só quando a gente está longe é que percebe o quão grandes são
As pequenas coisas.
Acordar de manhã com o calor do sol no rosto
E já faz um ano que eu não sei o que é respirar ar puro.
Comer morangos.
Hmmmm
Comer morangos.
Olhar nos olhos de quem se ama.
Saber que toda uma história foi escrita hoje
E que pode continuar a ser escrita amanhã
Sem pausas
Sem saudade
Sem ligações no meio da noite dizendo que você foi escolhido
E tem que decolar amanhã.
Sem despedidas em pleno nascimento do seu segundo filho.
Sem lágrimas.
Venço o tédio a cada segundo
Ajudado por minhas lembranças.
E a cada segundo não sei se me aproximo do meu destino
Ou fico mais perdido.
Dois meses atrás perdi contato com a base
E provavelmente essa será minha última carta
Os mantimentos acabaram
E eu estou usando tudo o que sobrou de mim
Pra colocar meu coração nesse relato.
Se por acaso você encontrou esse papel
É porque não consegui voltar.
Voltar era tudo que eu queria.
Voltar pra eles
Voltar pra mim
Voltar pra ela.
Voltar pra ela.
Se por um acaso um dia meus filhos perguntarem quem fui
Diga-os
Que eu fui o cara do foguete.
Que ultrapassei o céu.
Que fui onde nenhum outro homem jamais foi.
Que fui o maior explorador de todos.
E diga que os amei
E que a amei.
E que agora estou bem,
Afinal de contas
Eu sou o cara do foguete.
Você tá vendo lá no alto?
Sou eu.
Eu sou o cara do foguete
Sou eu que agora furo as nuvens
E comparo as pessoas a formiguinhas.
Sou eu que descubro novos mundos
E o que pensaria de mim Colombo
Se me encontrasse por acaso aqui em entre as estrelas?
Essa viagem já demora meses.
Talvez nem volte.
Tenho saudades.
E digo no plural porque são muitas
Mas esse é o meu trabalho.
É meio frio e vazio aqui no espaço.
De vez em quando ainda me confundo com tantos botões na minha frente,
De vez em quando penso que ainda sou aquela criancinha
Que brincava de astronauta no quintal de casa.
Provavelmente ainda sou.
Talvez seja mais.
Eu sou o cara do foguete.
Não mais no quintal
Na imensidão, entretanto.
O som não se propaga no vácuo
Mas se esse fato não fosse verdade
Talvez vocês aí da Terra me ouviriam choramingar baixinho
Sobre as coisas daí.
Sabe, só quando a gente está longe é que percebe o quão grandes são
As pequenas coisas.
Acordar de manhã com o calor do sol no rosto
E já faz um ano que eu não sei o que é respirar ar puro.
Comer morangos.
Hmmmm
Comer morangos.
Olhar nos olhos de quem se ama.
Saber que toda uma história foi escrita hoje
E que pode continuar a ser escrita amanhã
Sem pausas
Sem saudade
Sem ligações no meio da noite dizendo que você foi escolhido
E tem que decolar amanhã.
Sem despedidas em pleno nascimento do seu segundo filho.
Sem lágrimas.
Venço o tédio a cada segundo
Ajudado por minhas lembranças.
E a cada segundo não sei se me aproximo do meu destino
Ou fico mais perdido.
Dois meses atrás perdi contato com a base
E provavelmente essa será minha última carta
Os mantimentos acabaram
E eu estou usando tudo o que sobrou de mim
Pra colocar meu coração nesse relato.
Se por acaso você encontrou esse papel
É porque não consegui voltar.
Voltar era tudo que eu queria.
Voltar pra eles
Voltar pra mim
Voltar pra ela.
Voltar pra ela.
Se por um acaso um dia meus filhos perguntarem quem fui
Diga-os
Que eu fui o cara do foguete.
Que ultrapassei o céu.
Que fui onde nenhum outro homem jamais foi.
Que fui o maior explorador de todos.
E diga que os amei
E que a amei.
E que agora estou bem,
Afinal de contas
Eu sou o cara do foguete.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
185
Caro é o preço que talvez tenho pago, mas veja
Não reclamo.
Prefiro assim, pago por tudo com um prazer infinito.
Pago com o tempo que desejo ser seu.
Li algumas vezes em tempos anteriores
Coisas a respeito de seus olhos.
Mas nunca imaginei que fosse eu o mais novo perdido
Nessa imensidão qual Capitu
Machado chamaria "olhos de ressaca"
Na próxima vez em que por um acaso
Ou não tanto acaso assim
Te encontrar
Direi que te gosto
E todos os dias direi que te gosto
E todos os dias direi o quanto você é linda
Porque Linda foi a palavra que Deus inventou
No seu próprio dialeto
Pra justamente nascer com você.
Todos os dias direi
Todos os dias, por assim dizer.
Não reclamo.
Prefiro assim, pago por tudo com um prazer infinito.
Pago com o tempo que desejo ser seu.
Li algumas vezes em tempos anteriores
Coisas a respeito de seus olhos.
Mas nunca imaginei que fosse eu o mais novo perdido
Nessa imensidão qual Capitu
Machado chamaria "olhos de ressaca"
Na próxima vez em que por um acaso
Ou não tanto acaso assim
Te encontrar
Direi que te gosto
E todos os dias direi que te gosto
E todos os dias direi o quanto você é linda
Porque Linda foi a palavra que Deus inventou
No seu próprio dialeto
Pra justamente nascer com você.
Todos os dias direi
Todos os dias, por assim dizer.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
182
As meninas viram mulheres a partir do momento em que percebem o poder que detém sobre os homens.
181
Lá longe
Bem por trás dos montes
Onde nossos olhos não podem ver
Existe uma casa.
Bucólica e solitária
Aterrada no meio do vale de montanhas
Só com uma fumacinha saindo da chaminé
E meia dúzia de animais pastando.
De vez em quando chove
E também faz sol.
Espero cartas suas
Nesse meu novo endereço.
Bem por trás dos montes
Onde nossos olhos não podem ver
Existe uma casa.
Bucólica e solitária
Aterrada no meio do vale de montanhas
Só com uma fumacinha saindo da chaminé
E meia dúzia de animais pastando.
De vez em quando chove
E também faz sol.
Espero cartas suas
Nesse meu novo endereço.
Assinar:
Comentários (Atom)