segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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Pra você que acha que o choro é premissa de quem perde
Que um dia de sol prevê chuva
Vai sempre com o pé atrás
E só toca na vida de luva

Pra você que já morreu e nem sabe
Fica alí meio que de banda
Esteve a um passo da vitória
E preferiu se encolher na cama.

Pra você que não gosta de viver a festa que a vida é
Se apequena na hora das decisões
Que acha que perdeu muito só em ter levantado hoje
E sente falta de uma época que nem realmente passou ainda

Pra você que gostaria de saber cantar
Pra você que queria estar viajando agora
Pra você que amaria se pudesse
Pra você que se permitiria se pudesse
Pra você que ainda não sorriu hoje
Pra você que não sorriu de verdade nunca

Eu digo que você pode.

Na verdade,
Podemos.

Me incluo em boas partes disso

Quem disse que não?

Vivamos do jeito certo
Nossa juventude e intrepidez à toda prova.
Brindemos ao espetáculo que é poder acordar
E ter remelas.
Sorrir e gargalhar
Com os dentes reluzindo ao mais puro amarelo.

Seja quem você for
Do jeito que for
Mas seja

Grite
Comemore
Fique com raiva
Xingue

Mas seja.
Queira ser você.

Porque ninguém vai te impedir de ser aquilo que você não é.

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