Deixa cair o muro como cai teu cabelo aos ombros
Ignora todos os nossos desencontros
Antes que amanheça de novo
Gira a maçaneta, me convida pra um café
Um almoço, uma tarde qualquer
Que em dois tempos me faço moço
Quem há de temer essas mãos magras e pálidas?
Quem há de sofrer por nunca mais tocá-las?
Só aqueles que já a tiveram por ínfimo tempo.
Chama pelo meu nome espivitada, desarrumada
Mas eu te olho a mais perfumada
Do meu salão de dentro.
Pega emprestado e rasga
Joga pro alto e faz graça
Pobre do meu coração avarento
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