quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

225 - nove de dezembro.

Sabe, eu gosto do meu aniversário.
Apesar de ficar mais velho e que sempre chove nos dias 9 de dezembro
Eu ainda assim gosto do meu aniversário.
Aí você pensa "ai... Gabriel é tão egocêntrico...."
Não, não sou.... eu acho.


- Tava gostoso, né?

- É, tava sim.

Pararam o carro na garagem de casa. Subiram. Tem dias que são esperados uma vida toda, por duas pessoas e esses dias geralmente chegam com algum prenúncio, mas jamais sob aviso.

A porta do banheiro se abre.

- Carlos, corre aqui... eu acho que estourou...

A calma com que ela falou não foi normal, foi uma calma que não era dela, não, não era. Era minha. Mas não do meu pai.

Ele saiu correndo como uma bala, um raio, um torpedo. Em questão de segundos já tinha reunido todos os ítens do kit-parto e disparado pelos corredores do prédio, pelas escadas e em menos de um minuto (récorde mundial), já estava na garagem dentro do carro. Havia, entretanto, um pequeno, ínfimo problema... minha mãe estava no apartamento ainda.

Dez minutos e muita gritaria e reclamação depois (agora sim o normal deles), estavam à caminho do hospital, enquanto eu dava umas viradinhas e uns chutinhos só pra todo mundo saber que eu já tava ligado na minha parte e, no que dependesse de mim, tava tudo tranquilo pra nascer.

Às 20 horas, do dia 9 de dezembro de 1990, nasceu Gabriel. Filho de arquiteto, mas que não sabia desenhar, filho de professora e com o português não se entendia. Preferiu os números às letras. Foi feliz, é feliz, planeja continuar sendo.

Parabéns pra mim,
E pra você também se você nasceu hoje.
Sejamos muito felizes ainda.

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