domingo, 24 de julho de 2011

216

Noite escura e um copo d'água
Quem talvez visse não diria que estou nos meus melhores momentos
Não acho que faça diferença à essa altura
Tão somente divago em pensamentos.

Várias cores flutuam na minha frente
Enquanto custuro por momentos de longe e de perto
No meio disso tudo está parado, pulsante, inerte
Meu peito aberto.

Os cheiros das várias noites que vivi por aí
A solidão que por vezes senti
A alegria de apenas sorrir
O remorso das vezes em que fugi

Pelas horas de minha vida passo em saltos
Choro baixo, rio alto
Minha vida em telas de cinema
Minha vida embaixo do colchão da minha cama.

Tudo que eu quero que todos saibam
E as coisas que só guardo pra mim
Girando em uma grande roda, bailam
Despertando o que tenho de bom e de ruim

Vai ver nem vivi tanto pra lembrar de tanta coisa
Vai ver eu exagero nas palavras só pra deixar tudo um pouco mais dramático
Faço de minhas invenções a minha casa
E das minhas hiperbólicas mágoas, um palco.

Eu enceno, canto, danço
E até digo que não
Mas sim
Eu quero também os aplausos.

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