Ainda tenho tempo?
Tá gravando?
Então tá.
Digo que sou eu mesmo por uma pontinha de falta do que ser.
Veja bem, não me arrependo de ter me tornado eu mesmo
Mas digamos que acabei sendo o que sou por vários acasos.
Um amigo meu me emprestou um livro, muito bom por sinal
E esse livro diz
Que somos muito mais
Do que as partes que nos formam.
Justo.
Concordo plenamente.
As minhas partes não me limitaram de forma alguma.
Na verdade, não limitam meus anseios
Até porque, pra suprir a carência de algumas das minhas partes
Desejo mais de mim mesmo.
Complexo não?
Eu nunca disse que era uma pessoa simples
Talvez dado à simplicidades
Mas não simples.
Ninguém o é.
Se sou qualquer pedaço de coisa hoje
É porque tudo que me trouxe valeu de algo.
Já discuti isso antes com várias pessoas,
Gosto de dialogar
Trocar ideias
Expandir um pouco as partes componentes de minha razão.
Essas então...
Não existem limites para a compreensão de uma pessoa
Que gosta de saber o porque das coisas
E acho que aí mora toda a nossa superioridade às partes
Que nos formam.
A vontade de aprender sobre que tudo que virá
E a capacidade de compreender tudo que foi
É isso que nos impulsiona a ser maiores que nós mesmos.
A avidez de questionar o mundo.
Vivi a minha fase 15 anos
Sei como é não saber de nada e achar que sabe tudo
Sei como é achar que tem as repostas
Sem nunca realmente ter feito as perguntas certas
Nas horas certas
Para as pessoas certas.
Mas valeu
E ainda vale
Um tanto porque ainda vivo esse processo e espero continuar vivendo
E um tanto porque gosto de saber de tudo
Curiosidade de menino que pensa que é homem.
Talvez ainda não seja nada
Nem esteja a meio caminho de ser
Mas sinto que se me mantiver querendo saber de tudo
Um dia tudo
É o que vai compor as partes
De mim.
Pode desligar agora.
Acho que deu.
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