quarta-feira, 4 de agosto de 2010

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Quem pode medir a quantidade exata de quantas vezes ao dia
Somos incoerentes?
Por favor, eu quero em medida de colheres de chá.
Talvez algumas pessoas precisem de mais água que outras
Pra conseguir dissolver um pouco.
Agora não dissolvo,
Só por um momento deixarei que tudo se misture
E externe a minha incoerência ao mundo.
Não me filtrarei
Não me esconderei em pequenas máscaras que finjo ter
Pra grupos diferentes de amigos
Quantas personalidades diferentes e contraditórias eu tenho
A ponto de me perder em mim mesmo?
Aliás
Sou eu mesmo?
Acho que já nos fizemos essa pergunta a alguns anos atrás
Enquanto ainda fervíamos de revoluções e hormônios
Mas talvez eu ainda não a tenha respondido.
Quem de mim sou eu?
Deve ser melhor não responder.
Tem gente que se assusta com a resposta
E tem gente que por esse medo não responde
Pertenceria eu a algum desses grupos?
Não sei.
Saberia se me conhecesse melhor
Entretanto preferi me esconder atrás das mesmas máscaras
Das quais ainda agora pretendi me desfazer por tanto tempo
Que não aprendi a responder pergunta alguma sem fingir.
Já menti sentimentos por muito tempo na vida
Os guardei quando não devia e os externei sob a mesma condição
Fui muito feliz quando os soube usar
E serei mais ainda quando não descobrir e sim aprender
Quem sou e devo ser.

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