Eu, que agora me fito de olhos fechados
Me encontro deitado, aos pés de uma multidão.
Já pensei, aos choros calados, envergonhados
No medo de ser encontrado aqui deitado
No chão.
Pelo chão que eu catei minha existência
Se do pó vim, ao pó retornarei.
Minha maior penitência
Nesse ladrilho de rua
É saber que te esperei
Essa noite não era só tua
Era nossa, de mais ninguém.
Se queres me atirar às sarjetas
Pra viver de esmolas suas
Ou de qualquer uma das gorjetas
Por prestar serviços à tua alma crua
Eu digo que não.
Não quero mais
Desisto
O fim é o novo começo
Do pó eu vim, não vou retornar tão cedo
As promessas são transferíveis
Se as atitudes são incompatíveis.
Só diga pro próximo da fila
Comprar somente a entrada dele.
Sabe como é, às vezes a gente joga dinheiro fora
E às vezes, toda uma história.
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