O meu escuro vale o teu pender de cabeça
Aquele quase sonâmbulo
Aquele que você não percebe
Só quer de mais intenso dormir.
Já não me encontro no prumo das ideias,
Acho que passei por lá hoje de manhã
Mas não tenho certeza
Meus olhos falham muito
Pesam até.
Nessa hora me aparecem as ilusões
Nessa hora que me atacam os sentimentos reprimidos
E tentam ficar.
Eu não deixo
Eu não deixaria, se estivesse em total sanidade.
Como já é tarde eu os deixo vir só um pouquinho
Só pra dar aquela pontada de dor
De memória, de passado
Depois ele vai embora
Deixa...
Você nunca teve isso,
Aquela pontadinha de dor que era só pra espetar e sair?
E quando ela abre a casquinha do machucado?
Isso eu aposto que você já teve.
Aí o maior consolo é o ventilador de teto e o travesseiro atrás da cabeça.
Cansei de pensar assim.
Agora me escondo atrás das palavras mesmo.
Você deixa a cabeça, apoiada na mão, balançar um pouco mais forte pra frente
E acorda.
Tem mais o que fazer.
A vida segue
Não vale a pena ficar resmungando com a boca dos outros.
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