quinta-feira, 23 de agosto de 2007

9

É só esperar,
Que a dor passa,
O poeta esquece,
Tudo se resume ao normal e viável.
Seu pranto seca,
Seu pranto consegue pousar.
Seu pranto, antes com asas defeituosas,
Agora virou banal.

Nenhum céu é riscado de vermelho,
Nunca foi, pelo menos agora.
O feixe é do Sol que se joga pela noite
Sem saber se volta pra casa.

O caos, a pane, o gosto ruim na boca,
Foi sonho seu
De mais ninguém
Só se vê cabeças baixas em mais um dia depois de outro dia
Qualquer
Como você, que fica sonhando essas besteiras que a televisão
Insiste em te noticiar.
A revolta é contida, e te mata (ao menos há de)

É mais fácil trocar seus cartazes por fraldas e chupetas
Terão mesmo efeito diante do mãe.
Tapinhas nas costas e uma mamadeira são o máximo que vais conseguir.





Amigo,
Vota em mim.

2 comentários:

Anônimo disse...

blog novo né? :)
tá bonito
bem ajeitado e tal
e com conteúdo
parabéns.

Ninguém disse...

Tá indo muito bem! Meu blog tb é novo, mas não é a primeira vez que eu tenho um blog!
Você escreve muito bem, de uma forma que prende a atenção e profunda!
Me identifiquei com algumas coisas!
Vou voltar!

=D