sábado, 4 de agosto de 2007

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me separei do mundo, meu bem.
larguei todas minhas meias velhas nas calçadas em que sentei
e se ainda esperava de mim alguma coisa se não a ausência
te enganei.
não fique triste pois a amargura não me agrada,
e muito menos te peço gargalhadas,
entendo cada pedaço da sua dor.
ao menos te conto verdades
para contrastar com mentiras
que o tempo lhe fez
amor.
e tão ao menos quanto o verso anterior,
viver tais idiossincráticas mentiras,
foi bom pra você.
pra mim foi só mais uma.
pra mim foram paradoxos.
espero que não ligue se de repenteduas ou três gotas suas cairem sobre esse papel,
sempre foi boba.
não quero que me entenda,
assim como quero que se aparte
das minhas calçadas e meias velhas.




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