
A luz fraca
A cadeira no canto
Sua cama arrumada
Seu armário limpo
Todas as janelas fechadas
Todas as portas exalando poeira de seus sapatos.
Até as cartas em cima da mesa
Talvez nada diriam.
Eram seis e meia
Pro céu eram dez
E ás dez o céu escorre
Como meu peito inerte
Se faz em vento
E deixa cair como folha.
Eu queria ser a folha
Só para ficar lá fora
A folha não tem peito
A folha não chora.
[texto - Gabriel R. ; desenho - Afonso Ferrão.]
5 comentários:
as vezes eu esqueço quanto você escreve bem, palhaço.
gosto muito, de verdade.
ai que às vezes a gente sofre demais... e nesse momento seria bom sumir, não ser, não sentir...
com licença, eu gostaria de me candidatar a um desenho na sua página.Poderia marcar um entrevista?
meu nome artístico é blacky e acho que seus textos são maravilhosos(sério). Acho que você tb ia gostar do meu trabalho.
sério, de onde vc tira tanto sentimento pra escrever.
parabéns mesmo, seus textos tem sido surpreendentes.
tá vendo como é bom dividir seu dom, bobão.
participa�o minha.
n�o excencial, mas boa. :]
d�-lhe gabruga.
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