segunda-feira, 27 de agosto de 2007

11

Recostei na cama
E não dormi
Quando vi minhas mãos: caneta ,e estou aqui
Sem conseguir dizer o que penso
Limitado por mim mesmo e pelo sono que me abate.
A madrugada é casa de quem escreve,
Você ,se tem essa prática ,vai me entender.

Parece que noite é musa que nossas mãos acariciam.
Sem qualquer má intensão
A estendem por sobre qualquer pedaço de coisa
Que conseguimos ,aos tatos cegos de idéias ,alcançar.

Mil vivas a todas as suas obras completas na madrugada.
Mesmo que depois percam o brilho do primeiro amor que tinha por elas
Tiveram seu valor de escape, de cobertor em febril hora.

As madrugadas amadurecem nossos amores.
Não conto quantas eu amei por apenas uma madrugada
Conto sim por quantas me rasguei em versos sonâmbulos
Como os de hoje.

Me perdoe.
Sei que á(a)s vezes pareço chato e prolíxo
E também sei que o Sol não demora em findar com nossas alegrias noturnas,
Mas se puderes levar alguma coisa desses meus versos sem razão
Leve a certeza de que a madrugada não acaba para aqueles que não querem.

Um comentário:

Vinicius Grissi disse...

Interessante o blog...e bons textos.

Se curtir esportes, dá uma passada no meu:

Marcação Cerrada
http://cerrada.blogspot.com

Abraços!