domingo, 23 de janeiro de 2011

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Talvez eu seja muito novo pra saber que tudo não passa
De uma brincadeira
Ou velho de mais pra entender
Que as coisas são mais sérias do que parecem.

Às vezes tão politizado que não consiga enxergar
Que política não resolve nada
E mesmo assim seja iludido o suficiente
Pra desejar ser feliz.

Seria muito exigir atitudes instantâneas
De pessoas que eu nem sei o nome?
Seria o fim do mundo se as coisas começassem a dar certo
Só pra variar?

Eu sempre li que tem muitas pessoas lutando por causas justas
Muita gente protestando
Muita gente gritando.
Não grito.
Não grite.
Conversemos.

Queria que todos fossem abertos ao diálogo
E falassem abertamente do que sentem
Do que querem sentir
Das suas opiniões, mesmo que hipócritas e infundadas
Mas mesmo assim opiniões.

Quando eu tinha lá meus seis, sete anos
Nunca pensei que pudesse existir maldade
Nunca pensei que as pessoas pudessem machucar as outras
Por qualquer motivo que fosse.
Simplesmente não concebia que qualquer ato prejudicial àquele
Que só está alí do seu lado
E não fez nada
Fosse possível.
Eu estava errado de novo.
As pessoas se ferem.

E digo mais
Tem gente que tem prazer em ferir os outros.
Em todos os níveis, seja físico, psicológico ou sentimental
Sempre tem alguém que fere os outros.

Sabe, to cansado.
Veja você, eu tenho vinte anos
E estou cansado.
Talvez o meu filho se canse antes de mim
E o filho dele antes.
Se tudo continuar da maneira que está
Logo teremos uma geração inteira
Sem perspectivas desde o berço.

Ou será que já temos?

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