segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

159

O que ainda preciso fazer, pra que se façam meus
Os caminhos que tantos outros seguiram
E por lá já deixaram tanta marca?

Se o que decido por ventura vier a ser o que os outros querem
Chamo acaso.
Se decido apenas que não,
Chamo sensatez.

Ainda que nas sombras de outros descobridores caminhe eu
Padeço de uma certeza quase absoluta
Não há de ser essa minha eterna conduta
Mais tarde me enveredaderei por lugares que ninguém escolheu.

Por enquanto aprendo.
Observo.
Deixo levar.

Agora não é a hora nem aqui é o meu lugar.

Espero que ao chegar na beira,
Quando essa sombra terminar,
O sol gentilmente me mostrará
Onde devo estar.

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