domingo, 10 de outubro de 2010

146

O vento gelado na minha nuca veio me avisar
Que de vez em quando o outono chega
E como ele vem um...sei lá
Vontade de não acordar.
Eu não sou covarde
Quase sempre enfrento a mim mesmo
E a meus sentimentos.
Tomo responsabilidade de tudo aquilo que decido.
Mas quando o outono chega,
Não tem como fugir das folhas caindo
E do jazz tocando baixinho enquanto penso na vida.
Música é uma coisa engraçada.
A música sempre te pega no contra pé.
E me pegou de novo
Encarando meu fraco reflexo nesse vidro sujo
Adornado de folhas de todos os lados
Enquanto meus amigos se divertem,
Bebem,
Dançam,
Ou coisas assim
Eu estou aqui.
De pernas cruzadas em silêncio.
Sempre penso em como não fui eu mesmo nas mais diversas situações
E como isso me privou de momentos maravilhosos.
Sim,
Eu estou falando de você.
Não fui eu mesmo
E ainda me pego pensando em tudo que eu não disse
E tudo que eu disse errado.
E ainda me pergunto como posso sentir tanta saudade
De coisas que nem tive.
Vai ver eu sou um brinquedo quebrado
E foi melhor pra todo mundo que eu tenha parado de brincar sozinho
E te poupar do trabalho de me jogar no lixo.
Me joguei.
Não faça essa cara,
Eu sei que agora que admiti que fui eu o perdedor
Você se sente altiva.
E usa esse ar inocente pra esconder o sorriso no seu rosto.
Que mentirosa você é.
Ainda bem que mentiroso
Também fui.
E digo mais menina,
Sou.
Menti pra todo mundo,
Pra mim
E pra você.

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