segunda-feira, 19 de outubro de 2009

111

Aceite esses meus versos tão singelos,
Beleza simples, bem inferior às tuas.
Que teus olhos de cansada, não por menos belos,
Guardem pra sempre as quintas feiras, puras.

Como eu guardo comigo esse teu sorriso de meia boca.
Faz-se rir só para agradar a quem fala
E a ironia morre calada, não há ouvinte que ousa
Tentar contestá-la, enfrentá-la, eu porém, amá-la.

Se ainda zombas do que eu falo, "amorzinho" meu
Saiba que ainda não te amo somente por medo
Mas cá entre nós, te conto um segredo
Esse amor que trago comigo espero fazer teu.

Que o amor desse mundo está errado
Todos amam a qualquer um que divide quinze minutos
E sem esforço perdem aos mundos
A sorte que eu tenho, de te ter ao lado.

Mais ainda digo: o amor virá no tempo dele.
Não adianta forçar que venha sem vontade
Porque mais forte do que o comodismo de gostar
É o amar que não pergunta e invade.































Só deixe a porta aberta
Que fica mais fácil de entrar.

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