sexta-feira, 21 de agosto de 2009

78

Até onde se basta aquilo que é chama
Pra aquecer alguém que subtamente morre de frio
Numa dessas vielas perdidas pela cidade
Pela vida
Ou seja lá qual for a metáfora.

E quando será que vai chegar a vez
Daquele que se ajunta ao braseiro pra aquecer as mãos?
Talvez seja esse eu.
Talvez o braseiro ainda me mantenha vivo
Esperando você olhar pra cá.

Sim
Porque, pelo que eu vejo, você anda toda às pompas
Pelas calçadas
Enchendo de esperança os olhos daqueles que conseguem receber seus olhares
Ah...e esse também sou eu.
Era eu que estava alí naquela hora
Pra receber seu olhar.

Que candura!
Se não virasse o nariz de volta não seria a mesma.

Esnoba...
Vai, esnoba...
Que eu me aqueço aqui na ferida do peito
Alvejado à solidão que o tomou.

Esnoba...
Vai, esnoba...
Que essa viela ainda vai sentir teu calor.

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