segunda-feira, 7 de abril de 2008

21

Perdoe a minha ignorância,
mas é certo que não vai perdoar
se eu esquecer seu aniversário
ou se esquecer qual foi o dia em que compramos o cachorro,
e se por acaso eu me esquecer o nome dele também não vai me perdoar.

É totalmente plausível a sua raiva
todas as vezes em que eu não te dou a mão na rua,
em que eu não te dou o presente de um mês,
em que eu fico em casa doente
e não posso sair pras festas dos seus amigos.

Eu até escuto você me chamar pelo telefone
quando às quatro e meia da manhã
me liga dizendo que a fome na África é grande
e que milhões de crianças morrem durante a sua tpm.

Só te peço que não chore,
porque hoje é o dia em que eu fui embora.
Troquei meu telefone,
mudei de endereço
e até dei um dinheiro pro porteiro não falar
a que horas eu saí de casa.

Só não chora.
Porque eu sei que você não vai perdoar nem a minha ignorância.

3 comentários:

Anônimo disse...

droga, gabriel.

detesto dizer que voce escreve bem.

Unknown disse...

Eu sei q vc naum me conhece e naum importa pra vc minha opinião
Mas msm asim vou dar minha opinião
Seu poema é lindo!!!!

ED CAVALCANTE disse...

VOCÊ CAIU NA REAL. KKKKKKKKKKKKKK MAS SE ELA NÃO CHORAR, NÃO ESTRANAHA!